Ranking Nacional de Consumidores Livres, Especiais e Autoprodutores de Energia – dados referente a Maio/26

Ranking Nacional de Consumidores Livres, Especiais e Autoprodutores de Energia


Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em julho , com dados de maio de 202
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O Brasil conta, atualmente, com 17.015 agentes consumidores livres, especiais ou autoprodutores de energia devidamente registrados na CCEE. Esses agentes possuem 45.994 unidades consumidoras espalhadas por todo país, as quais totalizaram um consumo de 28.425 MW no último mês  e 28.165  MWm nos últimos 12 meses

 

RANKING POR CONSUMO

Considerando o volume de energia consumido no mês de maio de 2026, os 10 maiores consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) demandaram um total de 4.804,7 MW médios. Esse volume representa 16,90% de toda a energia consumida no mercado livre, cuja carga total no período alcançou 28.425 MW médios.

Além disso, os cinco primeiros colocados concentraram 3.120,3 MW médios, o equivalente a aproximadamente 10,98% da carga total do mercado livre de energia.

Mesmo representando apenas 1,47% do total de unidades consumidoras (UCs) do ACL668 UCs entre as 45.994 existentes no mercado — os maiores consumidores continuam exercendo papel estratégico na demanda do ambiente livre. Dessa forma, o ranking reforça a elevada concentração de carga em grandes consumidores industriais, característica marcante do mercado livre brasileiro.

Principais destaques do ranking:

      • ALBRAS mantém a liderança no consumo do ACL

        A ALBRAS permanece na liderança do ranking, registrando 832,1 MW médios de consumo e operando com apenas uma unidade consumidora (UC).

        Assim, a empresa mantém um dos maiores índices de densidade energética do mercado, característica típica de segmentos eletrointensivos, como alumínio e metalurgia.


        Vale amplia consumo e mantém a vice-liderança

        Na segunda colocação, a CVRD (Vale) registra 667,9 MW médios, distribuídos entre 25 unidades consumidoras.

        Além de manter sua posição entre os maiores consumidores do ACL, a companhia amplia seu volume de consumo em relação ao período anterior, evidenciando a robustez de sua operação distribuída.


        CBA e Arcelor reforçam protagonismo industrial

        Na terceira posição, a CBA soma 622,3 MW médios, operando com quatro unidades consumidoras. Dessa maneira, a empresa segue como um dos maiores exemplos de concentração de carga por planta industrial.

        Logo em seguida, a Arcelor JF COM ocupa a quarta colocação, com 519,0 MW médios, distribuídos em 16 unidades consumidoras. Esse resultado demonstra um modelo operacional que combina escala e distribuição do consumo.


        ALCOA e Braskem avançam entre os maiores consumidores

        A ALCOA aparece na quinta posição, com 476,9 MW médios e três unidades consumidoras, mantendo um perfil de elevado consumo por instalação.

        Na sequência, a Braskem sobe para a sexta colocação, registrando 422,5 MW médios distribuídos entre 17 unidades consumidoras. Com isso, a empresa passa a integrar o grupo dos maiores consumidores do período.


        Klabin, Petrobras PIE e novos agentes completam o Top 10

        A Klabin Puma ocupa a sétima posição, com 390,7 MW médios distribuídos em 22 unidades consumidoras, mantendo presença consistente entre os principais consumidores do ACL.

        Em seguida, a Petrobras PIE aparece na oitava colocação, registrando 373,2 MW médios e 55 unidades consumidoras, reforçando seu modelo operacional distribuído.

        Fechando o Top 10, a South32 alcança a nona posição, com 303,2 MW médios, enquanto a SABESP ocupa o décimo lugar, registrando 302,8 MW médios distribuídos entre 528 unidades consumidoras. Dessa forma, a companhia continua sendo o agente com maior capilaridade operacional entre os líderes do ranking.

Tabela 1: Ranking de consumidores por consumo

Rank VolumeSiglaVolume (MW)UCs
1ALBRAS832,11
2CVRD667,925
3CBA622,34
4ARCELOR JF COM519,016
5ALCOA476,93
6BRASKEM422,517
7KLABIN PUMA390,722
8PETROBRAS PIE373,255
9SOUTH32303,22
10SABESP302,8528
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em julho de 2026, com dados de maio de 2026

Análise do mês: estabilidade no topo, com sinais de expansão pulverizada

Ao analisar o ranking de consumidores no ACL de dezembro de 2025, observa-se, antes de tudo, um cenário de estabilidade entre os maiores consumidores de energia do mercado livre. Ainda que não haja mudanças Ao analisar o ranking de consumidores do ACL referente a maio de 2026, observa-se um cenário de estabilidade nas primeiras posições, acompanhado por mudanças importantes no bloco intermediário do Top 10. Embora a liderança permaneça inalterada, algumas empresas ampliaram seu consumo e conquistaram posições relevantes no ranking.

Os 10 maiores consumidores somaram 4.804,7 MW médios, o equivalente a 16,90% de toda a energia consumida no mercado livre, cuja carga total atingiu 28.425 MW médios. Além disso, os cinco maiores consumidores responderam por 3.120,3 MW médios, representando aproximadamente 10,98% da carga total do ACL.

A ALBRAS manteve a liderança, com 832,1 MW médios, seguida pela CVRD (Vale), que ampliou seu consumo para 667,9 MW médios. Na sequência, a CBA permanece entre os principais consumidores industriais, reforçando a concentração de carga em empresas eletrointensivas.

Entre as movimentações do mês, destaca-se a entrada da Braskem na sexta posição, enquanto a South32 passa a integrar o Top 10. Além disso, a SABESP mantém seu protagonismo como o agente com maior número de unidades consumidoras do ranking, totalizando 528 UCs.

O que os dados indicam?

A leitura do ranking de maio aponta três tendências importantes para o mercado livre de energia:

  • Concentração elevada entre os grandes consumidores: apesar do número reduzido de unidades consumidoras, o grupo líder continua respondendo por uma parcela significativa da carga do ACL.
  • Competitividade crescente entre os consumidores industriais: pequenas variações de consumo seguem provocando mudanças nas posições intermediárias do ranking, refletindo a dinâmica operacional das empresas.
  • Diversidade de perfis de consumo: enquanto empresas como ALBRAS e CBA concentram elevado consumo em poucas unidades, agentes como CVRD, Petrobras PIE e SABESP demonstram operações amplamente distribuídas, evidenciando diferentes estratégias de gestão da demanda no mercado livre de energia.

Dessa forma, o ranking de maio confirma que o ACL continua combinando concentração de carga, diversidade operacional e forte competitividade entre os maiores consumidores de energia do país.

RANKING POR QUANTIDADE DE UCs

A análise por número de unidades consumidoras (UCs) no Ambiente de Contratação Livre (ACL) continua revelando uma dinâmica diferente daquela observada no ranking por volume de energia. Enquanto o consumo permanece concentrado em grandes indústrias, o ranking por quantidade de UCs evidencia a expansão horizontal do mercado livre, impulsionada por empresas com operações distribuídas e elevada capilaridade.

De acordo com os dados mais recentes de maio de 2026, as 20 empresas com maior número de unidades consumidoras somam 8.555 UCs, o que representa aproximadamente 18,60% das 45.994 UCs ativas no ACL.

Além disso, essas empresas registram 1.104,7 MW médios de consumo agregado, mantendo um perfil de baixa carga média individual, com aproximadamente 0,129 MW por unidade consumidora.

Esse comportamento é característico de organizações que operam centenas de pontos de consumo distribuídos geograficamente. Assim, setores como varejo, saneamento, telecomunicações, instituições financeiras e serviços continuam impulsionando a expansão do mercado livre de energia.

Dessa forma, o crescimento do número de unidades consumidoras confirma uma tendência estrutural de pulverização do ACL, ampliando a base de consumidores e fortalecendo a maturidade do mercado brasileiro.

Confira quem são esses principais agentes por quantidade de UCs:

Tabela 2: Ranking de consumidores por quantidade de UCs

Rank UCsSiglaUCSVolume (MM)
1SENEPAR86685,94
2EMBASA75396,99
3B2W CE61319,84
4BRADESCO53219,47
5SABESP528296,02
6CORSAN51647,26
7ITAU CL547122,11
8VIAVAREJO44710,30
9CBD41353,65
10VTAL40529,01
11SUPER BH 00134630,07
12ASSAI ATACADISTA322126,07
13RENNER MATRIZ30119,42
14SANTANDER28513,47
15TELEFONICA26765,43
16BURGER KINK2497,76
17RIACHUELO23315,80
18C&A MODAS23315,80
19WMS SUPER22664,01
20CLARO20047,83
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em julho de 2025, com dados de maio de 2026

Destaques estratégicos do novo ranking: SANEPAR – Liderança em capilaridade SANEPAR amplia liderança em capilaridade operacional

A SANEPAR permanece na liderança do ranking, agora com 866 unidades consumidoras e 85,94 MW médios de consumo.

Esse resultado representa aproximadamente 10,12% das UCs presentes entre as empresas do Top 20, reforçando seu perfil altamente pulverizado e sua forte presença operacional no mercado livre.

Além disso, a companhia mantém uma baixa média de consumo por unidade, característica típica de empresas de infraestrutura e saneamento com operações descentralizadas.


EMBASA assume a vice-liderança

Na segunda posição aparece a EMBASA, que passa a contabilizar 753 unidades consumidoras e 96,99 MW médios de consumo.

Dessa maneira, a companhia amplia sua presença entre os maiores consumidores por quantidade de UCs e reforça um modelo operacional baseado em ampla distribuição geográfica, sem abrir mão de um volume energético relevante.


B2W CE e Bradesco reforçam a diversidade do Top 5

A B2W CE ocupa agora a terceira colocação, com 613 unidades consumidoras e 19,84 MW médios de consumo.

Enquanto isso, o Bradesco aparece na quarta posição, somando 532 unidades consumidoras e 19,47 MW médios. Consequentemente, o ranking evidencia a crescente participação do setor financeiro entre as empresas com maior capilaridade operacional no ACL.


SABESP permanece entre os maiores consumidores pulverizados

Fechando o Top 5, a SABESP registra 528 unidades consumidoras e 296,02 MW médios de consumo.

Entre todas as empresas posicionadas nas primeiras colocações, a SABESP continua apresentando o maior volume agregado de consumo. Assim, a companhia combina ampla capilaridade operacional com elevada intensidade energética, característica pouco comum entre empresas com centenas de unidades consumidoras.


O que os dados revelam?

A análise do ranking por quantidade de UCs mostra que o mercado livre de energia segue expandindo sua base de consumidores. Além disso, o crescimento de empresas com operações pulverizadas demonstra que o ACL continua avançando para segmentos cada vez mais diversificados.

Ao mesmo tempo, organizações como SANEPAR, EMBASA, SABESP, Bradesco e B2W CE reforçam que a competitividade do mercado não está relacionada apenas ao volume consumido, mas também à capacidade de gerenciar operações distribuídas de forma eficiente.

Por fim, o ranking confirma uma tendência importante observada nos últimos ciclos: o mercado livre de energia brasileiro continua ampliando sua capilaridade, atraindo empresas de diferentes setores e consolidando um ambiente cada vez mais maduro, competitivo e diversificado.

ANÁLISE POR FAIXAS DE VOLUME

A segmentação por faixas de volume no Ambiente de Contratação Livre (ACL) permite compreender como o consumo de energia está distribuído entre diferentes perfis de consumidores e identificar os movimentos de concentração e expansão do mercado.

Com base nos dados mais recentes de maio de 2026 (MM12), observa-se que a concentração nas faixas de maior volume continua sendo uma característica relevante do ACL. Ao mesmo tempo, o crescimento do número de agentes nas faixas intermediárias e de menor consumo reforça a expansão da base de consumidores e a consolidação de um mercado cada vez mais diversificado.

Confira abaixo a análise por faixa de carga:

Tabela 3: Segmentação por faixas de volume de energia consumido

FaixaDeAtéAgentesVolume (MWm)% Agentes% Volume%UCs
11001.000389.4640,27%33,60%3,39%
250100322.2480,23%7,98%6,74%
33050481.8970,35%6,73%4,25%
410302353.9151,69%13,90%15,50%
55103332.3542,39%8,33%8,12%
6354001.5362,88%5,45%6,10%
7131.9223.22213,82%11,44%15,58%
80,512.3441.65016,86%5,86%12,44%
90,30,52.29388816,49%3,15%9,18%
100,10,34.72190533,95%3,21%14,77%
1100,11.5389611,06%0,34%3,92%
1200000,00%0,00%0,00%
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em julho de 2026, com dados de maio de 2026

Principais destaques

Faixa 1: Alta concentração em poucos agentes

Antes de tudo, chama atenção o fato de que apenas 38 agentes (0,27% do total) consomem acima de 100 MW médios por mês.

Embora representem uma parcela extremamente reduzida dos participantes do ACL, esses consumidores concentram 33,60% de toda a energia consumida no mercado livre.

Além disso, esse grupo reúne 1.560 unidades consumidoras, o equivalente a 3,39% das UCs do ACL. Dessa forma, o perfil continua refletindo uma elevada densidade energética por agente, característica típica de grandes indústrias eletrointensivas.

Consequentemente, os dados reforçam a importância estratégica de segmentos como mineração, siderurgia, metalurgia, papel e celulose, que continuam sustentando uma parcela expressiva da demanda do mercado livre de energia.

Em síntese, menos de 0,3% dos agentes seguem respondendo por aproximadamente um terço de toda a carga do ACL, evidenciando a elevada concentração existente nas maiores faixas de consumo.


Faixas 2 a 4: Perfil industrial e presença territorial relevante

Na sequência, as faixas intermediárias entre 10 e 100 MW médios (faixas 2, 3 e 4) concentram:

  • 315 agentes, equivalentes a 2,27% do total;
  • 28,61% de toda a energia consumida;
  • 12.182 unidades consumidoras, representando 26,49% das UCs do ACL.

Esse grupo reúne empresas com forte atuação industrial e operações distribuídas em diferentes localidades, combinando elevado consumo energético com ampla presença territorial.

Entre essas faixas, destaca-se especialmente a Faixa 4 (10 a 30 MW), que reúne 235 agentes, responsáveis por 13,90% da carga total, distribuídos em 7.130 unidades consumidoras (15,50% das UCs).

Assim, essa faixa continua representando um equilíbrio entre volume energético expressivo e capilaridade operacional, característica observada em empresas industriais, operadores logísticos e grandes grupos corporativos.


Faixas 7 a 10: Expansão da base de consumidores

Por outro lado, as faixas compreendidas entre 0,1 e 3 MW médios (faixas 7 a 10) concentram a maior parte dos consumidores do ACL.

Ao todo, esse conjunto reúne:

  • 11.280 agentes, o equivalente a 81,12% do mercado;
  • 6.665 unidades consumidoras, correspondentes a 51,97% das UCs analisadas;
  • 20,45% do volume total de energia consumida.

Esse comportamento demonstra que o mercado livre continua ampliando sua base de consumidores, incorporando empresas de menor porte e operações distribuídas, sem comprometer o crescimento do consumo agregado.

O que os dados revelam?

Os resultados de maio confirmam que o mercado livre de energia continua apresentando um modelo equilibrado entre concentração e expansão.

Por um lado, um grupo reduzido de grandes consumidores permanece responsável por uma parcela significativa da carga do ACL. Por outro, o crescimento das faixas intermediárias e de menor consumo evidencia a entrada contínua de novos agentes e a pulverização do mercado.

Dessa forma, a distribuição por faixas de volume reforça uma tendência observada nos últimos meses: o ACL segue amadurecendo, ampliando sua capilaridade e diversificando o perfil de consumidores, sem perder a relevância dos grandes agentes industriais que sustentam boa parte da demanda nacional.

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